Entrevista | Noemi Jaffe
27/08/2020 - 12:26

Mulheres Contra o Esquecimento

A importância das palavras e as memórias doloridas na obra de Noemi Jaffe, autora do romance O que Ela Sussurra, lançado em março

Rodrigo Casarin

 

“A Rússia inteira sussurra. Mulheres sussurram poemas e cartas; velhos sussurram provérbios antigos e canções; trabalhadores do campo entoam rezas secretas; ex-espiões arrependidos murmuram pedidos de perdão.” Nadejda Mandelstam também passou boa parte de sua vida sussurrando. Sussurrando para não esquecer os poemas de seu companheiro, Óssip Mandelstam. Em meio à vigilância paranóica da União Soviética stalinista, em que versos num pedaço de papel poderiam bastar para alguém ser mandado para os campos de trabalhos forçados, a memorização e o constante sussurrar eram as formas mais seguras de preservar a memória, a arte, o conhecimento.

Nadejda viu o amado pela última vez no dia em que o levaram para um gulag siberiano. Se hoje Óssip é apontado como um dos principais poetas russos, devemos isso a Nadejda. Com recitais quase inaudíveis, ela manteve vivos os versos que se tornaram públicos quando a guarda soviética já estava baixa. É essa a história que a escritora Noemi Jaffe romanceia em seu novo livro, O que Ela Sussurra, recém-publicado pela Companhia das Letras e de onde saíram as linhas iniciais deste texto. A ficção fundamentada em acontecimentos reais norteou a conversa que tive com Noemi no final de maio, quando o Brasil já estava mergulhado na pandemia de coronavírus, o número de mortos não parava de subir e o governo federal procurava minimizar a crise.

Noemi Jaffe é uma das principais escritoras brasileiras da atualidade. O amor por histórias e pelas palavras vem de sua família, formada por uma miscelânea de culturas da Europa Oriental. Na universidade, mergulhou na poesia tanto no mestrado quanto no doutorado. Diz-se uma obcecada por encontrar palavras cujo som remeta ao próprio significado (não valem onomatopeias). Etimologia é outro tema de grande interesse. “Há poemas, contos inteiros na evolução histórica de uma palavra. Elas passam por mutações incríveis ao longo dos séculos, nascem querendo dizer uma coisa e hoje podem dizer outra completamente diferente. É muito bonito”, comenta sobre os estudos que resultaram em livros como A Verdadeira História do Alfabeto (2012).

Em O que Ela Sussurra, o interesse pela palavra está presente nos versos de Óssip murmurados por Nadejda. Mas o novo romance também traz elementos de um outro tema caro a Noemi: a Europa totalitária que nasce na primeira metade do século XX. Írisz e as Orquídeas, romance de 2015, narra a história de uma mulher que deixa a mãe doente e foge de Budapeste para São Paulo após a chegada dos soviéticos à Hungria. Já em O que os Cegos Estão Sonhando?, de 2012, seu maior sucesso, recria o passado de sua própria mãe, uma sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Outro traço do passado familiar, com destaque para a questão do exílio, que ecoa na escrita de Noemi.

“Meus pais foram exilados. A Irisz é uma exilada, a Nadejda também. Tenho certeza que acabei me concentrando nesses países pela origem dos meus pais. Principalmente da minha mãe, que tinha dupla nacionalidade: era sérvia e húngara. Tenho paixão pela língua húngara, apesar de não saber nada. Conforme fui escrevendo sobre essa região, fui descobrindo que ela se parece muito com o Brasil, com a América do Sul. Há o passado de escravidão dos servos na Rússia, histórico de opressão, povo muito afetivo, muita gente trabalhando no campo em condições de muita pobreza e injustiça”, compara.

Noemi também idealizou e administra a Escrevedeira, espaço em São Paulo dedicado a cursos de literatura e escrita. Projetando o que vem pela frente, planeja um livro de não ficção sobre a escrita e já sabe que seu próximo romance será sobre alguma mulher e, provável, se passará no Brasil — “não sei de mais nada, só sei que vai demorar”. O que talvez não demore tanto assim é um depoimento emocionado que colocou no papel após a morte de sua mãe, em fevereiro deste ano. “Acho que escrevi um livro e tenho vontade de publicar.”

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Noemi Jaffe lançou o romance O que Ela Sussurra em março deste ano. Foto: Reprodução/Facebook

 

Como surgiu a ideia do O que Ela Sussurra? E em qual momento essa ideia começou a se encaminhar para o livro que temos hoje?
Estava lendo o livro de ensaios do Joseph Brodsky, poeta russo ganhador do Nobel [de 1987]. Num desses ensaios, ele conta a história da Nadejda depois que o Óssip morreu num campo de trabalhos forçados. Ela se dedicou a memorizar todos os poemas dele porque ninguém podia ter nada impresso, por isso ficou mais de 20 anos sussurrando esses poemas. Me encantei com esse gesto. Fui pra Nova York logo depois disso e encontrei os dois livros que a Nadejda escreveu quando a Rússia já estava bem mais aberta. Eles se chamam Esperança Contra a Esperança e Esperança Abandonada. O nome da Nadejda em russo significa esperança. À medida que ia lendo os livros percebi que queria escrever sobre essa figura. A autobiografia dela é impressionante. É uma mulher extremamente esclarecida, inteligente, muito decidida, obstinada, com muita consciência de tudo o que abriu mão para ficar com o Óssip. Era ao mesmo tempo feminista e machista. Uma figura muito interessante e complexa. Comecei a pesquisar sobre tudo o que achei sobre a vida dela. Também comecei a ler outros livros sobre a época, como aquele Os Escombros e o Mito, do Boris Schnaiderman. Fui formando uma pessoa na minha cabeça. Descobrindo as preferências, os caprichos, o cigarro que ela fumava... Reli os dois livros dela fazendo mais anotações. Então fui decidindo mais ou menos como eu queria que fosse a estrutura do meu livro. Foram uns dois anos pesquisando e mais uns oito meses escrevendo.

 

Nesse processo de buscar e recontar histórias, como funcionou o limite entre o factual encontrado nas pesquisas e a criação? Ou a criação está mais na maneira como a narrativa é construída do que nos elementos que a integram?
O monólogo [que abre o livro] é todo inventado, apesar de alguns pontos factuais, como o momento em que o Óssip tentou se matar e ela ficou segurando o casaco dele. Enxerto alguns fatos nesse monólogo, mas não tenho nenhuma referência para a ideia de ela parar do tempo através do sussurro. Nos outros casos, com algumas exceções, há uma referência factual que ficcionalizei levando em conta dados históricos e contextuais. Um exemplo: ela conta quando uma mulher esbarrou nela e pediu desculpas. Daí ela falou: “Somos fortes como o diabo”, e o ônibus inteiro começou a repetir a frase. Isso é verdade, aconteceu. Mas quem eram essas pessoas que estavam no ônibus, que estão nesse capítulo? Isso não está em nenhum lugar, eu inventei. A escolha de quais fatos ficcionalizar e quais não foi meio arbitrária.

        

Uma frase que me chamou atenção: “Livros feitos de ar e poeira, que se espalham e criam ligações secretas entre as mulheres que estão salvando a Rússia do esquecimento”. Você poderia falar um pouco sobre essa ideia, como ela repercute em outros momentos não só da Rússia mas, de repente, na nossa também? Esses sussurros que vão tomando corpo e formando uma história muitas vezes bem diferente da história oficial…
Na Rússia, isso faz muito sentido. Eles perderam muitos homens na Primeira Guerra Mundial, a partir do momento em que Stalin assumiu o governo e na Segunda Guerra. É um dos países em que a proporção de homens e mulheres é mais desigual, apesar disso vir diminuindo. Não foi só a Nadejda. Com as mortes dos homens nos campos de trabalhos forçados, foram muitas mulheres que fizeram isso o que ela fez. Mulheres que decoraram poemas, cartas, teorias científicas… Nesse sentido, existiu mesmo uma rede de mulheres que salvou do esquecimento a cultura, a ciência e as artes russas. Mas dá para transferir isso para vários outros lugares onde especialmente as mulheres são relegadas a segundo, terceiro plano da História. Há muito tempo que elas fazem com que a obra de seus maridos possam existir, resistir, persistir. Pensa no Dostoiévski, pensa no Tolstói. Foram as mulheres que revisaram e datilografaram as obras deles. Isso pode ser figurativamente convertido também para o que acontece aqui no Brasil, com as mulheres que suportaram a opressão e a perseguição dos seus maridos e companheiros durante a ditadura, durante a época das torturas. Até aí existe um machismo, no sentido de preservar as mulheres e ir primeiro contra os homens, apesar de muitas também terem sido torturadas e mortas pela ditadura. Mas muitas ficaram. Penso nas mães e avós que resistiram na Praça de Maio, no calor, no frio, na fome. Elas realmente mudaram algumas partes da história da Argentina, conseguindo fazer com que as pessoas certas fossem perseguidas, até presas. No Brasil em que nada tem muita repercussão, em que as coisas não prosseguem… Essas mulheres que ficam na retaguarda acabam exercendo esse papel de resistência na preservação da memória. À mulher cabe muito esse lugar de lembradora.

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Pode parecer óbvio dizer que uma escritora tem grande interesse pelas palavras e pela linguagem, mas, no seu caso, autora de um livro como A Verdadeira História do Alfabeto, esse interesse é ainda mais notório. Numa das temporadas do podcast Projeto Humanos, em que o jornalista Ivan Mizanzuk contou a história da Lili Jaffe, sua mãe, me chamou muito a atenção o momento em que vocês comentam como ela, uma imigrante, praticava o português. De onde vem esse seu interesse? Do seu passado familiar?
É difícil localizar a origem desse meu interesse pelas palavras, mas sempre acho que vem do fato de eu ter nascido numa casa em que falavam várias línguas esquisitas simultaneamente: iugoslavo, hebraico, alemão, húngaro, ídiche, português… Quando minhas irmãs nasceram, meus pais nem falavam português direito. Estavam muito preocupados em sobreviver. Quando nasci, já falavam português e contavam muitas histórias da guerra. Além de conviver com todas essas línguas, também ouvia muitas histórias. Essa mistura de histórias e audição das línguas fez com que me interessasse por leitura, por livros, por literatura e por escrita. Gosto de ler e escrever desde muito pequena. Não era uma tradição da minha casa, onde quase não tinha livros. Eu gostava de inventar línguas, imitar línguas. Fui crescendo e descobrindo relações de equivalência inesperadas entre as línguas. Uma palavra que é muito semelhante em russo e hebraico, por exemplo. Qual a origem comum entre essas duas línguas? Não tem. Então, como pode ter uma palavra que soe tão parecido nessas duas línguas? Por que será que em quase todas as línguas do mundo a palavra mãe tem a letra “m”? Qual a relação de lógica, de necessidade, da presença desse som na palavra ligada à ideia de mãe? São coisas que sempre foram me inquietando.

        

Uma pergunta que vejo sendo feita com frequência: qual é ou qual pode ser o papel da literatura hoje?
[A escritora dá uma risada acanhada] Não muda [muita coisa]. É uma tragédia o que estamos vivendo. Acho que é muito pequeno o papel da literatura, de qualquer expressão artística. A literatura já não participa muito da vida das pessoas; em momentos trágicos, participa muito menos. As pessoas estão mais interessadas em trabalhar, em comer. Agora, para quem tem condições de ler, hoje talvez haja até mais tempo, mas não tem concentração. Tem tantas outras coisas que a gente tem para se ocupar. Mesmo em condições normais, a literatura pode muito pouco. Ela tem uma ação individual para quem lê bastante, lê com atenção, que é transformadora, mas lenta. A literatura permite conhecer outras vidas concretamente, em profundidade. Isso faz com que a pessoa se torne mais tolerante, mais compassiva. Isso acaba repercutindo externamente, socialmente. Mas é um trabalho muito de formiguinha, que precisaria estar combinado com um trabalho de educação bem-sucedido para que fosse mais efetivo. E estamos a abismos de distância de ter esse trabalho de educação.

 

Uma pergunta sobre O que os Cegos Estão Sonhando?. Como foi aquele mergulho nos diários da sua mãe, sobre o tempo que passou no campo de concentração? Me parece um livro-chave na sua obra. Como ele soa para você hoje?
Foi muito difícil. Por outro lado, era o trabalho para o qual eu vinha me preparando quase que ao longo de toda a minha vida. Era como se fosse a culminância de algo que vinha sendo feito desde minha pré-adolescência. Era necessário, precisava ter feito aquilo. Era quase que um compromisso comigo mesma e com a minha mãe. Ela quis muito aquele livro. A produção foi bem sofrida. Mergulhei em coisas que não queria ter mergulhado. Tive várias crises. Fui pra Auschwitz no inverno, com minha filha. Estava um frio absurdo, tinha neve até os joelhos, lá não tem aquecimento. Foi tudo muito duro. Mas foi muito bom ter escrito. Minha mãe ficou muito feliz. Foi uma festa lançá-lo. Até hoje repercute bem. É o meu livro mais vendido e comentado. Durante um tempo, não sentia muito bem o que tinha significado, em termos pessoais, ter escrito O que os Cegos Estão Sonhando?. “Será que consegui me libertar desse peso de ser filha de sobrevivente?” Não sentia isso. Mas agora eu sinto. Faz oito anos que foi publicado. Agora eu acho que me libertei de alguns traumas, de algumas culpas, de algumas dívidas que sentia que tinha. Ao longo do tempo, acabou tendo um efeito forte pessoalmente.

        

Sobre O que Ela Sussurra: você sente ainda uma resistência do nosso meio literário, até intelectual, em falar com todas as letras sobre os horrores do stalinismo, de tudo o que aconteceu na União Soviética, com a desculpa da utopia socialista?
Não. A Nadejda odiava o Gorki, por exemplo. Falei sobre isso numa entrevista para a Folha e depois li um artigo num desses sites bem comunistões de um cara falando mal de mim, dizendo que o Gorki tinha ajudado muito os intelectuais, os escritores russos. Falei que a literatura não tem que ser explicitamente engajada e ele também me criticou. Disse que não era possível, que era um absurdo, que literatura tinha que ser engajada. Vi esse artigo me criticando. Mas, entre os escritores, não. Fiquei com medo de publicar esse livro agora, que estamos na mão da extrema-direita. Acho que extrema-direita é pouco, não tem nem nome pra isso aí… Fascismo, sei lá… Fiquei com um pouco de medo, como se tivesse dando munição pra eles. Mas, imagina… Acho que a maioria já entendeu o que foi o Stalin. Agora, parece até que está tendo um revival do stalinismo. Acho ridículo. Meu filho veio me falar que tem amigos que acham o Stalin legal. É burrice isso, não tem nem pé nem cabeça. Não tenho medo de dizer: Stalin era tão ruim quanto Hitler.

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Foto: Divulgação

        

Você falou sobre a literatura abertamente engajada. Essa literatura pode ser boa, não pode ser boa ou a qualidade da literatura independente disso?
Acho que não pode ser boa. A literatura é política por várias razões. A linguagem literária é política porque ela subverte toda a forma mais funcional da língua. Ela não está a serviço da comunicação, está a serviço de si mesma. Ela é muito mais livre do que outras linguagens. Então, a própria linguagem literária é política. E você pode abordar conteúdos políticos, como fiz tanto no Irisz quanto agora, mas tento fazer isso em nome da personagem, da história. O posicionamento político dos meus personagens existe organicamente, em função vida que está sendo narrado.  Quando o texto é submetido a algo externo, como comunicar um posicionamento político, o aspecto literário do texto se perde porque ele deixa de ser livre. Pode ser que haja ganho em termos políticos, tudo bem, é válido, é importante que se faça isso. Na época do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), por exemplo, o Ferreira Gullar escrevia poemas abertamente engajados para ir diante do povo e tentar fazer com que se tomasse consciência do que estava acontecendo. Acho isso superimportante e legítimo, mas não tem valor literário; a literatura precisa ser livre para ser literatura.

 

Nos seus livros há muito amor. Pelas palavras, por essas histórias, pela mãe, o amor da Nadejda pelo Óssip e pelos versos do Óssip… O amor, apesar de não ser óbvio, meloso, é algo fundamental para sua literatura, não?
O amor? Ninguém nunca falou que é um ponto forte no meu trabalho. É muito forte, sim. No Irisz também. O personagem se apaixona por ela. É muito forte amor, mas ninguém nunca tinha falado… O amor? Deixa eu pensar. É que o amor... Eu sou muito amorosa, apaixonada, muito entusiasmada pelas coisas. Quase que inevitavelmente as minhas personagens também são. Lidar com a Nadejda foi bem difícil porque ela não é uma pessoa muito amorosa. Embora tenha se dedicado amorosamente a sussurrar os poemas, ela não tem uma personalidade mais entusiasmada, como minhas outras personagens. Eu brigava com ela. Queria escrever de um jeito, mas não podia, por causa dessa personalidade. Mas acho que fica bem explícito pela forma como ela se dedicou à vida do Óssip e pelas várias coisas de que abriu mão em nome dele. E tinham uma relação erótica muito forte, que tento passar num capítulo em que descrevo uma relação sexual entre eles, que é bem amorosa também. Agora, acho que… Não sei… Estamos aqui pra isso. Para amar. Para amar as pessoas. Distribuir o máximo de amor que a gente puder. Está na base de tudo que faço, quero, acredito. Qualquer tipo de amor. Não precisa ser o amor erótico. O amor como causa, sem predicado, o amor em si. O amor pelas palavras.

        

Como alguém com tanto interesse e conhecimento por aquela Europa totalitária do início do século 20 tem lidado com nossa atual fase? Tem algo a ver com o que vivemos hoje?
Tem muito ver. Mas, por incrível que pareça, é aliviante. Não estamos nem perto do que minha mãe viveu, por exemplo. Sempre penso nisso. Se minha mãe aguentou o que aguentou, vou aguentar também. Aliás, falo por mim, mas estou numa condição extremamente privilegiada. Estamos sobrevivendo dentro de casa, conseguimos comer, estamos protegidos… Tem um monte de gente que não está nessa situação. Pelo contrário, está muito sujeito a morrer. Mesmo assim, ainda não está no grau que era durante a Segunda Guerra ou no stalinismo, em que a pessoa com que você estava morando poderia ser sua espiã, ou que você podia ser enviado para o campo de concentração por qualquer motivo. Isso às vezes alivia um pouco o peso. Mas tem a ver, sim. Essa sensação de perda de futuro, de não saber o que pode acontecer dentro de alguns meses, alguns anos. Catástrofe econômica, catástrofe social… São situações parecidas. Não tão graves, mas no mesmo caminho. E com um governo… Estamos num dos piores países para se estar nesse momento. Acho que não é o pior, mas é um dos piores. Por incrível que pareça, tem pior do que o nosso. A Hungria, o Tadjiquistão ou Cazaquistão, nem sei, provavelmente a Coreia do Norte. Mas a competição tá difícil.

 

RODRIGO CASARIN é jornalista. Mantém a coluna e o podcast Página Cinco no site do UOL.

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