Esse analógico objeto de desejo
04/07/2018 - 15:30

Walter Thoms 

Considerada uma das maiores do gênero no Brasil, a Feira do Vinil, em Curitiba, também se tornou um evento tradicional na agenda cultural da cidade. O que antes era apenas voltado a comerciantes e entusiastas de LPs, hoje é uma espécie de “programa família”, com atrações paralelas como shows, debates, discotecagens, food trucks, etc. A 22ª edição, realizada no último mês de março, no Canal da Música, contou com 44 expositores (de vários estados do país), cerca de 20 mil títulos à venda e um público de mais de 6 mil colecionadores, curiosos e “agregados”.

A convite da Helena, o fotógrafo Walter Thoms acompanhou de perto essa movimentação e confirma: o boom vintage de anos atrás não apenas continua forte como a cada dia ganha novos adeptos. “Muita gente ali não tinha conhecimento do assunto, veio atraída por esse apelo do analógico, da coisa antiga. É como no meio da fotografia, onde hoje há um interesse no resgate das máquinas com filme. Mas é lógico que encontrei muitos entendidos. Gente que tem uma relação mágica, ritualística, com os discos”, diz.

Ele conta que, durante o evento, circulou repetidamente pelos menos lugares, para captar situação inusitadas e, principalmente, as interações “físicas” entre as pessoas e os LPs. “Porque, para além de seu conteúdo, o disco de vinil também é uma peça artística em si, um objeto de arte. E é justamente essa relação que quis mostrar”, conclui Thoms, que já participou dos coletivos RUA e Flanares e atualmente se dedica a dois grupos de estudos sobre fotografia.

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