Um ano que começa a mil
23/01/2018 - 09:40

Em pleno verão de um ano que promete ser quente em vários aspectos, a Helena abre seus trabalhos com um bloco de ensaios pautado por ideias e perspectivas para o Brasil em 2018. São três textos — sobre cultura, política e futebol — que servem de aquecimento para uma temporada desde já tumultuada, com o país à beira da primeira Copa do Mundo pós-vexame do 7 x 1 e das primeiras eleições pós-impeachment da presidente Dilma. Haja material para os colaboradores Teixeira Coelho, Cláudio Gonçalves Couto e Christian Schwartz, responsáveis pelas reflexões.

Outro viés desta edição, porém não intencional, é o da arte como força transformadora. João Almino trata disso em um ensaio que parte da obra de Antonio Candido (para quem a literatura é um direito de todos). Pedro Só também, ao contar a história dos criadores da Flup, a inovadora Festa Literária das Periferias. E mesmo a reportagem de Paulo Camargo sobre a tradição fotográfica no Paraná mostra como a expressão artística pode mudar as coisas, começando pelo próprio indivíduo.

A Helena de verão ainda tem comida (Marcelo Träsel investiga o boom gastronômico na cultura), sarcasmo (Allan Sieber detona meio mundo em uma HQ exclusiva), teatro, memória, mais literatura e — por que não? — um pouco de loucura (na entrevista quase nonsense de Jotabê Medeiros com o ex-Mutante Arnaldo Baptista). É o nosso jeito de se preparar para um ano que já começa a mil.

Boa leitura e até a próxima estação!

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