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Xavier, Valêncio

Jornalista, cineasta e escritor — não necessariamente nessa ordem —, Valêncio Xavier (1933- 2008) é considerado um dos pioneiros na fusão entre imagem e texto na literatura brasileira. Em 2013, para marcar os cinco anos de sua morte, o Cândido publicou um especial de capa sobre sua trajetória, com depoimentos de especialistas, memórias de pessoas próximas e um ensaio de fôlego assinado pela professora da Universidade Federal Fluminense Ângela Maria Dias. O autor de O Mez da Grippe também aparece no livro Experimentais, do selo Biblioteca Paraná, que traz adaptações em quadrinhos de obras do chamado “quarteto experimental da literatura paranaense” (Xavier, Jamil Snege, Manoel Carlos Karam e Wilson Bueno).


Arquivo da família

“A afinidade entre autoficção e performance, no caso da obra de Xavier, se configura ainda com mais agudeza, na medida em que sua constituição alegórica, a conduz, todo o tempo, a contrapor imagens e textos, numa espiral parodística em que signos preexistentes, na série literária ou na indústria cultural, são conjugados intertextualmente a ilustrações de todo tipo, numa interlocução caprichosa entre ficção, notícia, documentos de diversa fatura, fotografias estetizadas ou jornalísticas, e os mais inusitados restos do consumo”

Ângela Maria Dias no ensaio “Figuras do Desejo e da Morte” (edição 29, dezembro de 2013)


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