Retrato de um artista | Thomas Pynchon



Depois da morte de J.D. Salinger, em 2011, Thomas Pynchon se tornou o recluso número um das letras americanas. No entanto, foram seus romances anárquicos, e não seu modo de vida, que fizeram sua fama. Autor de livros monumentais (em vários sentidos), Pynchon é considerado um renovador do romance pós-moderno, um escritor que redefiniu o conceito de polifonia na literatura. Livros como V., Contra o dia e O arco-íris da gravidade passeiam por diversas épocas da História, mas também tratam, com igual intensidade, de acontecimentos contemporâneos. A linguagem empreendida por Pynchon costuma ser tão ousada quanto suas tramas. É o caso de Mason & Dixon, romance de 1997 em que o escritor narra, em um inglês setencentista, as aventuras de dois cientistas no século XVIII. Thomas Pynchon nasceu em Long Island e frequentou o departamento de Engenharia de Universiade de Cornell. Por conta de sua formação, temas relacionados à física quântica, à matemática e à mecânica costumam aparecer em longas digressões narrativas, a confundir mais uma vez o leitor sobre a veracidade ou não das informações. Já no primeiro romance, V., o escritor dava pinta de que enveredaria por um literatura de linguagem, mas que não deixa de lado a cultura de massa, conciliando assim uma escrita rebuscada, porém solta, a temas e fenômenos caros à sociedade de consumo. No Brasil, sete dos nove livros do escritor foram traduzidos. Apenas a coletânea de contos Slow learner e o romance Bleeding edge permanecem inéditos. Ainda em 2014, a adaptação de seu livro Vício inerente, feita pelo diretor Paul Thomas Anderson, deve estrear nos cinemas.

DW Ribatski nasceu em Curitiba, em 1982. É artista plástico, ilustrador e quadrinista. Publicou as HQs Como na quinta série (2012), La naturalesa (2011), Vigor Mortis (2011, com José Aguiar e Paulo Biscaia) e Campo em branco (2013). Vive em São Paulo (SP).