Notas da Província

Homero no Olimpo

O curitibano Homero Gomes acaba de estrear na prosa com a coletânea de contos Sísifo desatento. A obra é composta por 28 contos que mesclam referências da cultura grega a histórias de suspense e violência. O livro de Gomes foi finalista do Prêmio Sesc de Literatura em 2007 e, segundo o autor, os contos foram retrabalhados ao longo dos anos até serem finalmente publicados. Gomes também é poeta e lançou recentemente seu primeiro livro no gênero, A solidão de caronte.


Editora UFPR lança livro sobre caderno “Mais!”

Jornalismo cultural e crítica: A literatura brasileira no suplemento Mais, de Marcelo Lima, faz um resgate da trajetória do caderno “Mais!”, da Folha de S. Paulo, que circulou entre 1992 e 2010. A partir daí, o suplemento seria substituído pela “Ilustríssima”, que traz conceito editorial diferente do “Mais!”. Bastante prestigiado entre o público especializado, o “Mais!” foi uma forte referência no jornalismo cultural brasileiro. Originalmente uma pesquisa de doutorado, o livro de Lima procura entender como o suplemento enfocou a literatura brasileira nos anos 1990 e início dos anos 2000. A partir da leitura dos suplementos, o autor localiza a permanência de escritores e críticos ligados à tradição modernista nas páginas do jornal, em detrimento da exposição dos nomes que formam a produção mais recente.


Lulu, a Louca


O conto “Lulu, a Louca”, de Dalton Trevisan, será adaptado para o cinema. Com fotografia de Pedro Merege e trilha de Bernardo Grassi, o filme será dirigido pelo cineasta Estevan Silveira. O elenco conta com a veterana Linda May, Marino Jr. Maicon Santini, Joni, Carlos Zanetti, Ney Souza, Jean Louis e outras personalidades da noite curitibana. Marcio Luz também participa como ator e narrador. Outro destaque é a atuação de Tiomkim Oswald Filho. A história se baseia na vida da personagem-título, um travesti que perambula pelos banheiros públicos atrás de sexo. “Meu mundo é dos banheiros e mictórios públicos. São os meus museus, as minhas igrejas”, diz Lulu. Além de Joaquim Pedro de Andrade, que nos anos 1970 adaptou as história de Guerra conjugal, Estevan Silveira é o único cineasta brasileiro autorizado por Dalton Trevisan a filmar seus contos, tendo dirigido vários curtas-metragens a partir das histórias do escritor curitibano. O filme deve ser lançado ainda este mês.