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Newton Sampaio

Considerado “o primeiro escritor moderno do estado”, o paranaense Newton Sampaio (1913-1938) foi capa do Cândido no centenário de seu nascimento, em 2013. O material, além de discutir sua literatura inovadora e singular, também resgatava seu percurso pessoal, marcado por uma personalidade crítica e combativa, que impactou o cenário cultural provinciano da época. Dois anos depois, Sampaio voltaria às páginas do jornal graças a um lançamento do selo Biblioteca Paraná: Ficções, livro que reúne toda a prosa conhecida daquele que Dalton Trevisan definiu como “o maior contista do Paraná”



 Osvalter Urbinati


“Nada de aceitar a solução que já vem pronta, e sim manter o exercício da consciência bem acesa, que muitas vezes leva à acidez de visão, mas por outro lado acaba assegurando a constante inquietação que conduz a novos caminhos. Essa liberdade de pensamento, bem como a escrita direta e precisa, garantiram para Newton Sampaio uma posição de permanência na literatura brasileira, capaz de fecundar o que se fez de mais renovador em seu estado de origem nas décadas seguintes. É isso, e não apenas a morte precoce, que faz dele agora um menino de cem anos.”

Luís Bueno, no ensaio “Um Menino de Cem Anos” (edição 26, setembro de 2013)