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Mercado Editorial

Longe de ser ideal, o ambiente para a circulação de obras literárias no Brasil é um tópico recorrente nas páginas do Cândido. Da baixa vendagem dos títulos de poesia aos programas governamentais de estímulo à tradução — passando por feiras, audiolivros, microeditoras —, os vários aspectos que envolvem o mercado editorial foram abordados em mais de 20 reportagens. A última, publicada no início deste ano, mostrou as perspectivas de um cenário abalado após os pedidos de recuperação judicial das principais megastores do país.


“Conto vende, claro que vende. Ou grandes editoras como a Record não publicariam contos. O mesmo serve, sem ajustes, para poesia. Não fazemos caridade.”

Carlos Andreazza na reportagem “Conto Não Vende?” (edição 47, junho de 2015)

    Yan Sorgi


“A recente onda de traduções de autores brasileiros no exterior seria no máximo uma marolinha, talvez nem isso, se a Biblioteca Nacional não tivesse vitaminado e desburocratizado esses projetos. Há quem ache que se trata de uma ação estatal indevida. Mas esses críticos talvez não saibam que qualquer país menos bagunçado do mundo adota programas semelhantes ao brasileiro, até mais agressivos. Entre eles França, Alemanha, Espanha, Holanda, Itália e Japão.”

Sérgio Rodrigues na reportagem “Traduzir é Preciso”, sobre as políticas de promoção da literatura brasileira no exterior (edição 44, março de 2015)

“Estamos vendo o surgimento de ‘editoras de editais’ e até de ‘escritores de editais’. Isso é muito pobre, além de comprometer o futuro da literatura.”

Gustavo Felicíssimo na reportagem “Faça, Divulgue e Venda Você Mesmo”, sobre o boom das microeditoras independentes brasileiras (edição 58, maio de 2016)