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Romances Gráficos

Cachalote

Daniel Galera e Rafael Coutinho (Quadrinhos na Cia, 2010)

Nesta obra com mais de 300 páginas, o texto de Daniel Galera ganha as ilustrações de Rafael Coutinho em histórias que se cruzam através de acontecimentos drásticos ou misteriosos, numa tentativa de manter vivos o amor e o afeto em relacionamentos conturbados.





Sábado dos meus amores

Marcello Quintanilha (Conrad, 2009)

Sábado dos meus amores é resultado do encontro entre o desenho e a crônica. No livro, o quadrinista Marcello Quintanilha aborda questões comezinhas, tão caras à crônica brasileira, transpondo-as ao universo pop dos quadrinhos.






V.I.S.H.N.U.
Ronaldo Bressane, Fabio Cobiaco e Eric Acher (Quadrinhos na Cia, 2012)
Num futuro distópico, a sociedade torna-se extremamente dependente da computação e da inteligência artificial. Após colapsos nos sistemas operacionais, o mundo vê a confiança nas máquinas abalada. Com argumento original de Eric Acher, consultor e investidor em empresas de tecnologia, roteiro do escritor e jornalista Ronaldo Bressane e quadrinhos em preto-e-branco do artista e ilustrador Fabio Cobiaco, V.I.S.H.N.U. levou cinco anos para ser concluído.




Daytripper
Fábio Moon e Gabriel Bá (Vertigo, 2010)

Originalmente lançada fora do Brasil pela Vertigo, Daytripper é dividida em dez capítulos que retratam diferentes maneiras em que Brás de Oliva Domingues perde a vida. O final de cada capítulo é acompanhado por um obituário, escrito pelo protagonista. A HQ dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá foi muito bem recebida, tendo recebido os prêmios Eisner e Harvey.









Astronauta – MagnetarDanilo Beyruth e Cris Peter (Graphic MSP, 2010)

Primeiro HQ da série que faz releituras sobre personagens clássicos da Turma da Mônica, Astronauta — Magnetar é uma história de ficção-científica sobre o personagem Astronauta, que viaja há anos sozinho em sua nave. Em uma de suas viagens a uma galáxia distante, ele visita um magnetar, uma estrela de nêutrons que possui um campo magnético muito potente. Após cometer um erro, com sua nave danificada e sem comunicação, Astronauta se transforma em um náufrago do espaço, à mercê da própria mente e insanidade.





Vigor Mortis Comics

Paulo Biscaia, DW Ribatski e José Aguiar (Zarabatana Books, 2011)

Apesar de fazer parte de uma série multimídia da companhia curitibana Vigor Mortis, os quadrinhos podem ser lidos de modo autônomo. E seguem a linha das produções teatrais e cinematográficas da Companhia de Paulo Biscaia, com histórias repletas de violência, morte, terror e humor negro. São oito histórias, com roteiros de Paulo Biscaia e José Aguiar, que divide as ilustrações com DW Ribatski.







Persépolis
 Marjane Satrapi (Quadrinhos na Cia, 2007)

Persépolis é uma autobiografia que relata a vida de uma menina iraniana que, aos 10 anos, se vê obrigada a usar o véu islâmico. Os conflitos que ela enfrenta crescendo sob a égide do islã e as mudanças de paradigma da adolescência são a matéria-prima da obra. A HQ mostra o início do período em que o Irã passou a ser governado pelo regime xiita, retratando mais um episódio da opressão do povo persa.






Prontuário 666:os anos de cárcere de Zé do Caixão
Samuel Casal e Adriana Brunstein (Conrad, 2008)


Prontuário 666 é a história em quadrinhos que precede o filme Encarnação do demônio, lançado em 2008. Com o traço sombrio de Samuel Casal, Prontuário 666 atualiza o personagem e cria uma nova forma de terror em quadrinhos. A história se passa durante os 40 anos em que Zé do Caixão esteve preso — desde 1968, logo após o clássico filme Esta noite encarnarei no teu cadáver até a estreia de Encarnação do demônio. O livro tem argumento e co-roteiro de Adriana Brunstein.





Deus, essa gostosa
Rafael Campos Rocha (Quadrinhos na Cia, 2012)

Em Deus, essa gostosa, Rafael Campos Rocha leva o leitor a acompanhar sete dias na vida de Deus, em sua forma favorita: uma negra sexy, fã de futebol e cerveja, amiga de Karl Marx e Bakunin, casada com o Carlos, dona de um sex shop e que sonha em pegar o diabo.






NovaYork
Will Eisner (Quadrinhos na Cia, 2012)

Protagonizados por personagens singulares, as histórias reunidas neste livro registram momentos às vezes irônicos, às vezes trágicos, da vida dos habitantes da metrópole, revelando muito mais do que “um acúmulo de grandes edifícios, grandes populações e grandes áreas”. Nova York: A grande cidade e Caderno de tipos urbanos são compostos de vinhetas que registram, a partir do cenário da cidade, aspectos do dia a dia de seus habitantes.





Os sertões: A luta, de Euclides da Cunha
Carlos Ferreira e Rodrigo Rosa (Desiderata, 2010)

Ilustrado por Rodrigo Rosa e roteirizado por Carlos Ferreira, Os sertões: a luta recebeu o prêmio HQ Mix de melhor adaptação, em 2010. A HQ conta a história da Guerra de Canudos, retratada na obra de Euclides da Cunha, lançada em 1902, passando pelo diário do autor e também por outras fontes sobre o conflito.








Clara dos anjos, de Lima Barreto
Adaptação Lelis e Wander Antunes (2011, Quadrinhos na Cia.)

Clara dos anjos é um romance reconhecido por mostrar com fidelidade o subúrbio carioca, com suas mazelas e tristezas, e apresentar um dos ambientes mais vivos do Rio de Janeiro. Esta adaptação condensa a intensidade da trama aliando-a a gravuras que recriam o ambiente em que a história se passa.



Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa
Rodrigo Rosa e Eloar Guazzelli (Biblioteca Azul, 2014)

Eloar Guazzelli encarou a tarefa de adaptar para os quadrinhos o clássico maior de João Guimarães Rosa, livro de prosa poética e sintaxe inovadora. Guazzelli preserva a prosa do escritor mineiro em seu roteiro, como as falas dos sertanejos. As ilustrações são de Rodrigo Rosa, que tem outras importantes adaptações de clássicos da literatura brasileira no currículo. Em 2009, lançou uma HQ de O cortiço, de Aluísio Azevedo, e, em 2011, de Os Sertões, de Euclides da Cunha.



O pagador de promessas, de Dias Gomes
Eloar Guazzelli (Editora Agir, 2002)

Nesta HQ, o famoso teatro de Dias Gomes ganha ilustrações. Para cumprir sua promessa a Santa Bárbara, por esta ter lhe salvado o burro, Zé-doburro viaja do interior da Bahia até Salvador carregando uma cruz. No entanto, seu percurso se torna perigoso mediante a sua ingenuidade e a ambição dos que estão ao seu redor.






A baleia branca — uma adaptação de Moby Dick, de Herman Melville
Will Eisner (Quadrinhos na Cia.)

O mestre dos quadrinhos Will Eisner adapta o clássico Moby Dick, de Herman Melville (1819-91). Eisner recompõe a obsessão do capitão Ahab em destruir o ser monstruoso que já lhe arrancara uma perna. Sem medir as consequências, Ahab lança-se mar afora para encontrar a grande baleia branca e, nessa busca, arrasta junto a tripulação. Moby Dick, encarnação do mal, encontra a morte, mas é esse também o destino de seus perseguidores.



Dom Quixote, de Miguel de Cervantes
Caco Galhardo (Peirópolis, 2005)

Considerado o primeiro romance moderno da literatura mundial, Dom Quixote narra a história do fidalgo Dom Quixote de la Mancha e suas aventuras tresloucadas. O cartunista Caco Galhardo une seu traço à comicidade da obra para criar um quadrinho de humor, com destaque à famosa cena da luta contra os moinhos de vento.







Dom Casmurro, de Machado de Assis
José Aguiar e Wellington Srbek (Nemo, 2013)

A clássica história de Bentinho e Capitu também já ganhou os quadrinhos. O romance de Machado de Assis, publicado originalmente em 1899, tem nesta HQ uma adaptação do roteirista Wellington Srbek, que preserva o texto machadiano, reunindo os 148 capítulos curtos que integram a obra original em 20 partes. O realismo da obra é também transposto nos traços de José Aguiar.



Cânone gráfico: Volume 1
Organização Russ Kick (Selo Barricada, Boitempo Editorial, 2014)

A antologia Cânone gráfico reúne talentosos quadrinistas e lendários artistas gráficos, que adaptam grandes clássicos da literatura mundial para HQs. O primeiro volume da trilogia traz releituras de clássicos como A divina comédia, de Dante Alighieri, Sonhos de uma noite de verão, de William Shakespeare, e As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. Organizada pelo escritor Russ Kick e lançada originalmente nos Estados Unidos em 2012, a obra se consagrou como uma bíblia para aqueles que se interessam por quadrinhos.