Biblioteca Afetiva

Era adolescente quando li Ana Terra, e só parei quando o livro terminou. A obra é parte da saga da O tempo e o vento, clássico de Erico Verissimo. Fiquei impressionada com a força e coragem da jovem mulher que tem um amor proibido por Pedro Missioneiro, mestiço de índio. Em meio a um ambiente austero da fazenda onde morava com a família, e as constantes guerras com índio ou castelhanos, Ana Terra se mostra uma mulher de coragem que me inspirou como pessoa.

Raquel Moreira nasceu em Brasília (DF), é historiadora, gestora cultural e realiza pesquisas sobre políticas culturais com ênfase no financiamento da cultura. Atua em planejamento e gestão de projetos socioculturais e faz capacitação, cursos e suporte técnico em projetos. Vive no Rio de Janeiro (RJ).


Foi por volta dos meus oito anos, numa viagem para a casa do meu vô no interior de Minas Gerais, que me deparei com O menino do dedo verde, clássico de Maurice Druon. Mais que o próprio enredo, que fala de um menino que tinha o dom de transformar tudo que tocava em plantas e flores, o que mais me lembro foi o prazer der ler aquele livro e mergulhar numa história fantástica, que era infantil sem ser infantiloide. Foi o primeiro que li apenas porque queria ler, sem ser para alguma tarefa ou obrigação da escola. Talvez exatamente por isso foi tão divertido.

Túlio Pires Bragança é publicitário e blogueiro. Trabalha nos canais a cabo Fox e escreve no blog Aires Buenos. Mora em Buenos Aires, Argentina.