Biblioteca Afetiva

O primeiro livro que marcou minha vida foi A trágica vida de Van Gogh, escrito por Irving Stone — o cineasta. Ganhei este livro do publicitário Rui Werneck de Capistrano no início dos anos 1980, época em que descobria o mundo das artes plásticas. O livro parece um filme em preto e branco de Van Gogh e mostra o artista no limite da loucura. O segundo livro marcante foi Gold Gotha, do argentino José Luiz de Villalonga, escrito nos anos 1970. Trata-se de uma série de reportagens que o escritor fez quando viveu na França. Brigitte Bardot, Fellini, Dominique Sanda e Aristóteles Onassis são retratados na intimidade de suas vidas. A preocupação
do escritor-jornalista foi mostrar o dia a dia comum dessas celebridades nas situações mais inusitadas.

Neri da Rosa é publicitário, artista plástico e apresentador do programa de rádio Último Volume, na Lumen FM. Vive em Curitiba (PR).




Cazuza, de Viriato Correia, foi o livro que me deu o primeiro toque de que um mundo espetacular podia chegar através das palavras e das páginas. Uma história infantojuvenil, autobiográfica, narrando as vivências do autor maranhense. Foi um presente da minha mãe e, se bem me lembro, o único. Parece pouco? Pois bastou para me contaminar. Mais tarde, ainda jovem, fiquei noites sem dormir na leitura d’Os irmãos Karamazov, de Dostoiévski. E nunca mais fui o mesmo.

Toninho Vaz é autor das biografias de Paulo Leminski e Torquato Neto. Escreveu também Solar da Fossa, a história da legendária pensão carioca. Vive no Rio de Janeiro (RJ).



Sem dúvida, a Antologia poética de Drummond faz parte da minha biblioteca afetiva. Adoro o agrupamento dos poemas. Quando li pela primeira vez, nem me interessava saber de quais livros tinham vindo. Gostava muito, ainda gosto, dos títulos dados pelo poeta: “Um eu todo retorcido”, “A família que me dei”, “Amar-amaro”, “Uma, duas argolinhas”. É um livro que me acompanha desde a adolescência. Drummond me consolava: “Eta vida besta, meu Deus”, ou: “Pronto, o amor se estrepou”. Com o tempo fui aprendendo alguns poemas de cor, refinando minha capacidade de usufrui-los através de releituras e da leitura de outros livros de poesia.

Ana Helena Souza é autora de A tradução como um outro original e tradutora. De Samuel Beckett, traduziu Molloy, O inominável, Como é e Companhia e outros textos. Vive em São Paulo (SP).


A leitura sempre fez parte da minha vida. Já li vários livros nesse período em que estou trabalhando na BPP. O livro que mais me chamou a atenção foi O estudante, de Adelaide Carraro. O livro relata a convivência entre pais e filhos, o que fazer e como fazer quando seu filho envereda por caminhos obscuros na vida. Sou mãe de uma adolescente e me preocupo muito com ela. Às vezes até demais, isso a incomoda muito, já que está descobrindo a vida.

Evanir Proença é segurança da BPP. Vive em Curitiba (PR).