ESPECIAL | Prateleira 12/03/2026 - 09:13
por Redação Cândido
O Cândido publica uma “linha do tempo" com algumas obras que marcam a trajetória de Alice Ruiz, em comemoração aos seus 80 anos, tema principal desta edição de março. A seleção reúne livros, coletâneas e um disco.
Alice escreve com singularidade e estabelece um entendimento particular com cada leitor(a). De forma profunda, utiliza poucas palavras e traz influências do haicai, o que torna sua escrita delicada e precisa. Em seus poemas, trata do cotidiano, explora o amor, a feminilidade, a natureza e relação com a cidade.
Desde criança, sentia a energia que o mundo lhe oferecia e começou a escrever pequenas observações sobre o que via. O haicai já estava presente em sua vida sem ao menos saber que existia esse conceito formalizado.
Navalhanaliga
ZAP, 1980
Marca sua estreia no cenário literário brasileiro, com poemas curtos e sutil melancolia, aspecto presente na poesia marginal. Recebeu o Prêmio Melhor Obra Publicada, do I Concurso Paraná de Literatura.
Pelos pêlos
Brasiliense, 1984
A obra conta com alguns dos seus primeiros poemas, lançados apenas em 1984 pela editora Brasiliense.
Hai tropikai
Tipografia do Fundo do Ouro Preto, 1985
Levada pelas belezas e mistérios da natureza, Alice Ruiz apresenta poemas que observam os elementos naturais e sentimentos particulares à interpretação de cada leitor.
Nuvem Feliz
Criar, 1986
Obra do gênero infantil-juvenil em que A autora colabora com desenhos de Takashi Fukushima.
Vice Versos
Brasiliense, 1988
O livro de poemas é parte da série Cantadas Literárias e foi o primeiro de sua autoria a vencer o Prêmio Jabuti, em 1989.
Desorientais
Iluminuras, 1996
Ao analisar coisas comuns no dia a dia, a escritora mostra que existe beleza e curiosidade em tudo que está ao nosso redor, em um livro de poemas curtos.
Poesia para tocar no rádio
Blocos, 1999
A obra é uma reunião de letras de música de Alice, vencedora do Concurso Blocos de Poesia, responde à provocação: "letra é poesia?".
Yuuka
AMEOPoema, 2004
O título "Yuuka" foi dado pelos nisseis como uma forma de reconhecimento à haijin, pessoa que escreve haicais. Alice foi homenageada pela divulgação, dedicação e grandiosidade que deu à poesia de origem japonesa.
Paralelas
Duncan Discos, 2005
No disco, Alice Ruiz e a cantora Alzira Espíndola celebram sua amizade e intensa parceria musical, com 12 faixas compostas ao longo de mais de 15 anos. Além da participação de Zélia Duncan, o álbum também conta com 11 poemas curtos.
Salada de frutas
Dulcinéia Catadora, 2008
A obra reúne uma seleção de haicais da autora, incluindo inéditos, ilustrada pelo grupo de participantes do coletivo Dulcinéia.
Dois em um
Iluminuras, 2008
Vencedor do primeiro lugar do Prêmio Jabuti (Poesia), Dois em um é uma coletânea que reúne poemas dos livros publicados nos anos 1980. Navalhanaliga (1980), Pelos Pêlos (1984) e Vice Versos (1988). Com influências do Tropicalismo e da Poesia Marginal.
Conversa de Passarinhos
Iluminuras, 2008
Diálogo entre Alice Ruiz e Maria Valéria Rezende, a obra reúne uma seleção de haicais para crianças, descrevendo as coisas como elas são e despertando a sensação particular de cada leitor(a).
Jardim de Haijin
Iluminuras, 2010
No jardim de Alice, as palavras precisam se desconectar dos significados impostos ao longo da história e fazer com que o olhar se torne inédito, assim como o de uma criança que não se força a entender tudo que vê, apenas percebe.
Dois haikais
Jujuba, 2011
Ilustrado por Aline Abreu e escrito por Alice Ruiz, Dois Haikais é um livro interativo para crianças que possibilita cada leitor(a) elaborar sua própria narrativa.
Estação dos bichos
Iluminuras, 2011
Os animais estão por todas as partes; eles vão e vêm, assim como na construção do diálogo de Alice e Camila Jabur, que, em pingue-pongue compartilham haicais sobre os animais, com a ilustração de Fê.



