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Prêmio Paraná de Literatura 2017

Em sua quarta edição, o Prêmio Paraná de Literatura selecionou obras inéditas, de autores de todo o país, em três categorias que homenageiam figuras importantes da literatura paranaense. A comissão julgadora, presidida pelo diretor da Biblioteca, Rogério Pereira, foi formada por nove membros e avaliou 2.180 trabalhos inscritos gratuitamente pela internet entre junho e agosto de 2017. Heloisa Jahn, Livia Deorsola e Luís Bueno foram os jurados da categoria romance (prêmio Manoel Carlos Karam). Marcelino Freire, Maria Amélia Mello e Aurora Bernardini escolheram o melhor livro de contos (prêmio Newton Sampaio). Italo Moriconi, Marcelo Sandmann e Sérgio Alcides analisaram as obras de poesia (prêmio Helena Kolody)

Os vencedores foram:

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ROMANCE | Prêmio Manoel Carlos Karam

Setenta, de Henrique Schneider

O livro traz a história de Raul, um bancário de 25 anos que é preso por engano na década de 1970, durante a ditadura militar brasileira. Na prisão, ele é forçado a aprender a lógica do absurdo: embora nunca tenha praticado atos ilícitos, tem uma ficha policial. Se não tiver, a ficha será inventada. E mesmo que não tenha informações a dar, não há alternativas senão confessar. É de maneira fragmentada e com uma prosa límpida que Schneider relata os horrores vividos pelo protagonista, numa história em que “tudo é ficção — mas, ao mesmo tempo, tudo aconteceu”, segundo o autor. 

Henrique Schneider nasceu em 1963, na cidade de Novo Hamburgo (RS), onde vive atualmente. É autor de vários livros, dentre os quais O Grito dos mudos (vencedor do Prêmio Maurício Rosemblatt de Romance), Contramão (finalista do Prêmio Jabuti), Respeitável público e a coletânea A vida é breve e passa ao lado. Por 15 anos, escreveu a coluna semanal de contos “Vida breve” no jornal ABC Domingo (RS). Entre 2007 e 2016, com apoio da Universidade Feevale, realizou o Projeto de Leituras Feevale — Contos da Vida Breve, fazendo leituras públicas e gratuitas de seus contos.

CONTOS | Prêmio Newton Sampaio

A bandeira de Cuba, de Marcelo Degrazia

A obra traz nove histórias passadas no mesmo lugar e época (fronteira com Argentina, década de 1960), com pontos de vista de um garoto. Dadas repetições de personagens e locais, Degrazia afirma: “fiquei com a impressão de ter escrito um quase romance”. Ao longo da obra, acompanhamos tanto uma simples mudança de casa quanto um trágico acidente automobilístico. São situações cotidianas, contadas com clareza e riqueza de detalhes. 

Marcelo Degrazia nasceu em 1961, em Itaqui (RS). Com formação em Letras e Direito, fez cursos de extensão nas áreas de literatura, linguística e filosofia. Publicou a novela infantojuvenil A noite dos jaquetas-pretas (2007); foi finalista do Prêmio Açorianos de Literatura, Narrativa Longa, com o romance Armadilha para Pedro, e Criação Literária, com o livro de contos O juiz e o papagaio; recebeu menção honrosa no Prêmio Sesc de Literatura pelo romance As costelas de Eva. Fez oficinas de literatura com Márcia Denser, Léa Masina e L. A. de Assis Brasil. Atualmente, reside em Nova Petrópolis (RS).

POESIA | Prêmio Helena Kolody

Tempo de dentro, de Sônia Barros

Nos versos de Tempo de dentro, a paulista Sônia Barros faz uma revisitação do passado através da memória. A obra trata da questão do tempo, tanto o cronológico quanto o memorativo, com sutileza e através de metros inventivos, atestando a preocupação da autora com a sonoridade e ritmo dos versos. Sônia também é autora de Fios, com o qual venceu o Prêmio Paraná de Literatura 2014. 

Sônia Barros nasceu em 1968, em Monte Mor (SP), e desde a infância mora em Santa Bárbara d'Oeste (SP). Formou-se em Letras pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Publicou dois livros de poemas, mezzo vôo (com o apoio da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, em 2007) e fios (vencedor do Prêmio Paraná de Literatura 2014). Também publicou 18 obras de literatura infantojuvenil, dentre elas tatu-balão (selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro e Infantil e Juvenil em 2015) e nas asas do haicai (2016).
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